domingo, 13 de março de 2016

Alimentos com potencial de prevenir o diabetes mellitus - baseado em evidências

Vivemos uma verdadeira epidemia de diabetes! Hoje no Brasil são mais de 12 milhões de pessoas convivendo com a doença. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos, 2 em cada 5 americanos vai desenvolver diabetes no decorrer de suas vidas. Como compartilhamos cada vez mais diversos aspectos culturais com aquela população, é esperado que tenhamos cada vez mais pessoas diabéticas aqui no Brasil também.
Entre as recomendações formais para a prevenção do diabetes estão redução do peso e atividades físicas regulares. Contudo, acumulam-se evidências de que o consumo regular de certos alimentos também possam ajudar a prevenir a doença. Vamos conhecê-los?

1- Mirtilos e uvas
Um estudo publicado na revista BMJ em 2013 compilou dados de 3 coortes totalizando mais de 187 mil pessoas que foram seguidas por até 24 anos. Neste estudo o consumo de 3 porções de mirtilo por semana reduziu o risco de diabetes em 26 por cento. Já o consumo de uvas reduziu o risco em 12 por cento. Outras frutas que também se mostraram protetoras foram maçãs e bananas. Detalhe: o efeito protetor vale apenas para o consumo das frutas inteiras. O consumo de suco teve efeito contrário! Isto é, aumentou o risco de diabetes.

Mirtilo ou blueberry

2- Oleaginosas
Castanhas, nozes, amêndoas, macadâmias, avelãs e pistaches são ricos em gorduras insaturadas, proteínas de alto valor biológico, fibras, vitaminas e minerais (potássio, cálcio, magnésio e selênio), além de fitoquímicos (flavonoides, carotenoides e fitosteróis). Estes nutrientes têm efeitos protetores do coração, antioxidantes, anticancerígenos e anti-inflamatórios, explicando por que são capazes de reduzir mortalidade. O consumo regular de oleaginosas também tem efeitos metabólicos importantes como melhora do controle da glicemia (açúcar no sangue), redução do LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos, aumento do HDL (colesterol bom), redução da pressão arterial e auxílio em manter o peso ideal, reduzindo o risco de obesidade. Além disso, quem consome oleaginosas acaba deixando de consumir carboidratos, o que é benéfico até mesmo para quem já convive com o diabetes.

Oleaginosas

3- Café
Apesar dos dados ainda não serem definitivos, diversos estudos associam o consumo do café preto a menor risco de diabetes. Um desses estudos calculou que aumentar o consumo em 1 xícara e meia por dia já é capaz de oferecer redução no risco de diabetes de 11 por cento em 4 anos.

Café

4- Chocolate amargo
Chocolates com altas concentrações de cacau são ricos em polifenóis. Estas substâncias antioxidantes são responsáveis por benefícios como redução no risco de doenças cardiovasculares, além de ter efeitos metabólicos semelhantes aos das oleaginosas. No entanto, as versões ao leite e branco, por terem alto teor de açúcar e gordura adicionada, não são recomendadas e podem ser até deletérias.

Chocolate amargo

5- Iogurte desnatado
Ao contrário do que alguns blogueiros propagam, derivados lácteos magros, especialmente o iogurte desnatado se associam a menor risco de diabetes. No estudo EPIC-Norfolk, o consumo de iogurte desnatado nos lanches reduziu o risco de diabetes em 47 por cento. Outros estudos mostram que derivados lácteos desnatados fermentados, como o iogurte desnatado, melhoram a função da insulina, explicando o mecanismo de prevenção do diabetes.

Iogurte desnatado

6- Azeite de oliva
Um dos poucos alimentos rigorosamente avaliados dentro de pesquisa de alta qualidade metodológica, no estudo PREDIMED, o consumo regular de 50 mL por dia de azeite de oliva se mostrou efetivo não só na redução no risco de diabetes como na redução de doenças cardiovasculares (risco cerca de 30 por cento menor para ambos os desfechos).

Azeite de oliva

Dicas interessantes, não? Contudo, vale lembrar que mudanças nos hábitos alimentares devem ser preferencialmente realizadas sob supervisão de profissional qualificado, seja médico ou nutricionista, após apropriada avaliação clínica.

Referências:
1-Muraki I, Imamura F, Manson JE, et al. Fruit consumption and risk of type 2 diabetes: results from three prospective longitudinal cohort studies. BMJ.2013;347:f5001.
2-Jaceldo-Siegl K, Haddad E, Oda K, Fraser GE, Sabaté J. Tree nuts are inversely associated with metabolic syndrome and obesity: the Adventist Health Study-2. PLoS One. 2014;9:e85133.
3-Bhupathiraju SN, Pan A, Manson JE, Willett WC, van Dam RM, Hu FB. Change in coffee intake and subsequent risk of type 2 diabetes: three large cohorts of US men and women. Diabetologia.2014;57:1346-1354.
4- Stetka BS. 7 health benefits of chocolate. Medscape. February 6, 2013.
5- O'Connor LM, Lentjes M, Luben R, Khaw KT, Wareham NJ, Forouhi NG. Dietary dairy product intake and incident type 2 diabetes: a prospective study using dietary data from a 7-day food diary. Diabetologia.2014;57:909-917. 
6- Estruch R, Ros E, Salas-Salvadó J, Covas MI, Corella D, Arós F, Gómez-Gracia E, Ruiz-Gutiérrez V, Fiol M, Lapetra J, Lamuela-Raventos RM, Serra-Majem L, Pintó X, Basora J, Muñoz MA, Sorlí JV, Martínez JA, Martínez-González MA; PREDIMED Study Investigators. Primary prevention of cardiovascular disease with a Mediterranean diet. N Engl J Med. 2013 Apr 4;368(14):1279-90.

Dr. Mateus Dornelles Severo
 Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576

Figo-da-índia: valor nutricional

Da série frutas exóticas, apresento o figo-da-índia. Pelo menos em Santa Maria, onde moro, não é uma fruta muito fácil de se encontrar no comércio. Assim como a pitaia, o figo-da-índia vem de uma espécie de cactus 🌵. A fruta é pouco atraente por fora e vermelha e suculenta por dentro. O sabor lembra a melancia 🍉, mas menos doce. Entre as características nutricionais, destacam-se o baixo valor calórico e o alto teor de fibras, vitamina C, vitamina A, ferro e potássio. Além disso, o figo-da-índia tem propriedades diuréticas e anti-inflamatórias, sendo componente de alguns fitoterápicos. Sendo honesto, o sabor da fruta in natura não me agradou muito. Mas dentro de uma dieta equilibrada e uma rotina de atividades físicas, principalmente por ter poucas calorias e ser rico em fibras, o "figo" pode dar uma forcinha para manter o peso ideal.


Dr. Mateus Dornelles Severo
 Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576

quinta-feira, 10 de março de 2016

Puberdade precoce: quando o desenvolvimento sexual começa antes da hora

O que é puberdade precoce?

Puberdade é o conjunto de modificações que o corpo da criança passa para tornar-se adulto. Já na puberdade precoce, estas mudanças começam antes do tempo.
A puberdade normal usualmente começa entre os 9 e 12 anos nas meninas e entre os 10 e 13 anos nos meninos. A puberdade é considerada precoce se começar antes dos 8 anos nas meninas ou antes dos 9 anos nos meninos.



O que causa a puberdade precoce?

A puberdade normal começa quando ovários ou testículos iniciam a produção dos hormônios estradiol e testosterona, respectivamente. Na puberdade precoce a produção hormonal começa antes do tempo, devido a problemas nos testículos, nos ovários, na glândula hipófise ou na área do cérebro conhecida como hipotálamo. Contudo, pode ocorrer puberdade precoce mesmo na ausência de alterações identificáveis. Isso é comum principalmente nas meninas.

Quais são as mudanças que ocorrem no corpo da criança durante a puberdade precoce?

As mudanças são as mesmas que acontecem na puberdade normal, mas surgem antes do tempo.
Nos meninos:
- aumento dos testículos (primeiro sinal);
- aumento do tamanho do pênis;
- crescimento de pelos pubianos, axilares e de barba;
- mudança na voz;
- ejaculação;
- crescimento acelerado.
Nas meninas:
- crescimento das mamas (primeiro sinal);
- crescimento de pelos pubianos e axilares;
- menstruação;
- crescimento acelerado.

Como é feita a avaliação da puberdade precoce?

A avaliação começa com uma história detalhada, incluindo informações sobre a puberdade dos pais. A criança é medida e pesada e o desenvolvimento sexual é avaliado. Havendo necessidade, são pedidos exames de sangue e raio-x da mão para avaliação da cartilagem de crescimento. Conforme o resultado destes primeiros exames, podem ser pedidos testes hormonais confirmatórios e exames de imagem como ecografias dos órgãos genitais ou ressonância magnética da hipófise/hipotálamo.

Como é feito o tratamento da puberdade precoce?

O tratamento apropriado da puberdade precoce é importante, pois evita que a cartilagem de crescimento se feche antes do tempo. Isso preserva a estatura da criança, fazendo com que ela consiga crescer por mais tempo, evitando a baixa estatura.
Algumas crianças com progressão lenta da puberdade podem ser apenas monitoradas de perto. Outras com causas específicas identificadas, como tumores de testículo ou de ovário, podem necessitar de tratamento cirúrgico. Por fim, outras crianças precisam bloquear a puberdade com tratamento injetável.

Caso você desconfie que seu filho(a) está desenvolvendo entrando em puberdade antes do tempo, procure o pediatra e o endocrinologista e faça uma avaliação.

Referência:
1- Harrington J, Palmert MR. Definition, etiology, and evaluation of precocious puberty. UpToDate.

Dr. Mateus Dornelles Severo
Médico Endocrinologista
Doutor e Mestre em Endocrinologia - UFRGS
CREMERS 30.576 - RQE 22.991

Texto revisado em 16 de junho de 2019.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Medicamentos que elevam os níveis de prolactina

Sempre que um paciente traz exames de sangue mostrando níveis discretamente elevados de prolactina (até 200 ng/mL), um dos primeiros passos da avaliação é coletar detalhadamente o histórico de todas as substâncias, especialmente medicações psiquiátricas, que vinham sendo usadas. A prolactina é produzida pela glândula hipófise. Outra substância, a dopamina produzida pelo hipotálamo, desce pela pequena haste hipofisária e é capaz de inibir a produção de prolactina na hipófise (figura abaixo). Ou seja, medicamentos que interfiram na ação da dopamina são capazes de elevar os níveis de prolactina.
Abaixo, uma lista de medicamentos comumente associados ao aumento nos níveis de prolactina e seus mecanismos de ação.



Antipsicóticos de primeira geração: bloqueiam o receptor D2 da dopamina.

Clorpromazina
Flufenazina
Haloperidol
Loxapina
Perfenazina
Pimozida
Tiotixeno
Trifluoperazina

Antipsicóticos de segunda geração: bloqueiam o receptor D2 da dopamina.

Aripiprazol
Asenapina   
Clozapina
Iloperidona
Lurasidona
Olanzapina
Paliperidona
Quetiapina
Risperidona (medicamento que mais eleva a prolactina!)
Ziprasidona

Antidepressivos tricíclicos: possivelmente agem através de estimulação GABA e modulação indireta da liberação de prolactina pela serotonina.

Amitriptilina
Desipramina
Clomipramina
OBS: a nortriptilina não causa elevação da prolactina

Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina: mesmo mecanismo dos triciclicos. O aumento da prolactina é menos comum.

Citalopram
Fluoxetina
Fluvoxamina
Paroxetina
Sertralina

Medicações para vômito: bloqueiam o receptor D2 da dopamina.

Metoclopramida
Domperidona
Proclorperazina

Medicamentos para pressão alta:
Verapamil - mecanismo pouco conhecido.
Metildopa - inibe a síntese de dopamina.

Analgésicos opioides (tratamento de dor grave): efeito indireto da ativação do receptor mu opioide. A elevação da prolactina é transitória nesses casos.
Metadona, morfina e outros.

Nos casos de elevação dos níveis de prolactina concomitantes ao uso destes medicamentos, a avaliação conjunta do médico endocrinologista com o médico prescritor (clínico, psiquiatra, gastroenterologista ou cardiologista) é fundamental para decisão da melhor forma de abordagem diagnóstica e terapêutica, já que alguns pacientes poderão seguir fazendo uso da medicação e outros deverão ter a medicação suspensa ou substituída.

Fonte: UpToDate

Dr. Mateus Dornelles Severo
 Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576

domingo, 6 de março de 2016

Consumo de chocolate pelo paciente diabético

Estamos quase na Páscoa e os supermercados já estão com seus “túneis” de ovos de chocolate montados, o que chama a atenção e aumenta a vontade de degustar essa guloseima. Mas e o paciente que convive com diabetes mellitus? Também pode se deliciar com chocolate? Não só pode, como deve! Mas alguns cuidados devem ser tomados. Vejamos...
No ano de 2012, a revista médica mais importante do mundo, New England Journal of Medicine, publicou um estudo muito interessante. Pesquisadores demonstraram que os países onde mais pessoas consumiam chocolate, ganhavam mais prêmios Nobel (!!!). Seria uma evidência epidemiológica de que o consumo regular de chocolate melhorava as capacidades cognitivas de quem o saboreava? Possivelmente. O chocolate é feito de cacau, planta que como o chá-verde é rica em flavonoides. Estes compostos fenólicos são potentes antioxidantes e anti-inflamatórios naturais. Estas substâncias quando consumidas regularmente têm o potencial de trazer uma série de benefícios ao cérebro, coração, vasos e metabolismo.



Além da melhora da função cognitiva, alguns estudos sugerem que o consumo de chocolate possa ajudar a combater sintomas depressivos através da modulação da dopamina e dos opioides no cérebro. Além disso, dois estudos suecos mostraram que aumentar o consumo de chocolate amargo em pelo menos 50 gramas por semana foi capaz de reduzir o risco de isquemias e hemorragias cerebrais em até 27 por cento! Vale lembrar que pacientes diabéticos apresentam risco maior para estas doenças.
Os suecos realmente gostam de estudar os benefícios do chocolate! Outra análise mostrou que o consumo de apenas 28 gramas de chocolate amargo uma ou 2 vezes por semana se associou a um risco 32 por cento menor de insuficiência cardíaca. Estudos posteriores evidenciaram melhora na função do endotélio (camada interna dos vasos) e da função das plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue). Ou seja, o chocolate também tem potencial de reduzir infartos e mortalidade por doença coronariana. E as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em pacientes com diabetes mellitus...
Uma extensa revisão da literatura publicada na prestigiada Cochrane Database of Systemic Reviews mostrou que o consumo de chocolate ajuda a reduzir a pressão arterial. O efeito é devido a liberação de óxido nítrico, um potente vasodilatador, pelo endotélio. Além disso, os chocolates com mais de 60% de cacau, apesar de possuírem gorduras saturadas, são capazes de reduzir os níveis de colesterol LDL (ruim) e aumentar os níveis de HDL (colesterol bom). Algo impressionante: um estudo publicado em 2012 na revista médica Archives of Internal Medicine associou um maior consumo de chocolate a um menor índice de massa corporal (IMC)! Isto é, dentro de uma alimentação equilibrada, os antioxidantes do chocolate poderiam ajudar a manter o peso mais próximo do ideal. Por fim, existem evidências de que os polifenóis melhoram a função das células beta do pâncreas, melhorando o metabolismo glicêmico. Ótimas notícias para quem convive com o diabetes, não?
Contudo, todos os estudos que mostraram benefícios, sempre usaram as versões “amargas” do chocolate, ou seja, com alto teor de cacau (60% ou mais). As versões ao leite e branco são ricas em açúcar e gorduras adicionadas (diferentes do ácido esteárico do cacau), além de serem pobres nos benéficos polifenóis, ou seja, podem ser prejudiciais à saúde e devem ser evitadas principalmente por pacientes diabéticos.
Nesta Páscoa peça ao Coelho chocolates com alto teor de cacau e não abuse! Apesar de bom para saúde, o chocolate amargo ainda é um alimento calórico, ou seja, em excesso pode aumentar o peso.

Fonte: Medscape

Dr. Mateus Dornelles Severo
 Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Hipotireoidismo durante a gravidez: importância do diagnóstico e tratamento apropriados

O hipotireoidismo (diminuição da secreção de hormônios pela tireoide) também pode acontecer durante a gravidez e está associado a uma série de possíveis complicações.


Casos mais acentuados de hipotireoidismo, felizmente, são pouco frequentes durante a gestação (3 em 1.000 mulheres grávidas). Mulheres com hipotireoidismo têm dificuldade de engravidar por não ovularem. Além disso, aquelas que engravidam apresentam uma taxa alta de aborto espontâneo nas primeiras semanas de gestação. Contudo, naquelas que permanecem grávidas, o hipotireoidismo aumenta o risco de complicações. Entre elas:
- hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia
- descolamento prematuro de placenta
- parto prematuro
- aumento da mortalidade perinatal
- dificuldades cognitivas no bebê
- hemorragia após o parto
A disfunção mínima da tireoide conhecida como hipotireoidismo subclínico é um pouco mais comum (cerca de 20 em 1.000 mulheres grávidas).  Apesar do risco menor, o hipotireoidismo subclínico também parece estar associado a complicações. Destacam-se o parto prematuro, a perda fetal e, possivelmente, redução do QI do bebê.
Como saber se há hipotireoidismo durante a gestação? Simples: basta dosar o TSH no sangue. A dosagem do TSH é indicada nas seguintes situações:
- sintomas de hipotireoidismo
- familiares com hipotireoidismo
- história de radioterapia na cabeça ou no pescoço
- infertilidade
- abortamentos prévios
- mais de 30 anos de idade
O tratamento do hipotireoidismo durante a gestação também é muito simples: reposição de hormônio tireoidiano (levotiroxina).
Se você está grávida e se encaixa em alguma das situações acima, procure seu obstetra ou endocrinologista e avalie sua função tireoidiana. Essa atitude pode garantir uma gestação tranquila e um parto feliz.

Referência:
1- Ross DS. Hypothyroidism during pregnancy: Clinical manifestations, diagnosis, and treatment. UpToDate. 
 
Dr. Mateus Dornelles Severo
Médico Endocrinologista
Doutor e Mestre em Endocrinologia - UFRGS
CREMERS 30.576 - RQE 22.991


Texto revisado em 14 de maio de 2019.

Caldo de cana no esporte


O CALDO DE CANA ou garapa é a bebida extraída da moagem da cana de açúcar. É RICO EM CARBOIDRATOS, especialmente sacarose, e pobre em fibras. Isto quer dizer que tem alto índice glicêmico e pode ser usado como REPOSITOR ENERGÉTICO quando a necessidade de glicose é imediata. Seu uso é interessante por praticantes de esportes que exijam intenso trabalho aeróbico como o futebol ou natação, por exemplo. De quebra, o caldo de cana também fornece quantidades interessantes de ferro, manganês, magnésio, vitamina C e flavonoides, que são antioxidantes naturais. Estes últimos nutrientes podem ser interessantes no processo de recuperação da musculatura. Antes de começar a consumir o caldo de cana, procure seu médico ou nutricionista. Por tratar-se de uma BEBIDA BASTANTE CALÓRICA (200 mL tem cerca de 130 calorias), é importante que seja consumida no momento e na quantidade apropriada às suas necessidades.



Dr. Mateus Dornelles Severo
 Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576