terça-feira, 25 de novembro de 2014

Pipoca, uma boa pedida!

Em matéria de lanches rápidos, a boa e velha pipoca apresenta uma série de benefícios. Para começar, a pipoca é rica em fibras, e isto, além de ajudar no funcionamento do intestino e na saciedade, também ajuda a diminuir o risco de problemas no coração e nos vasos sanguíneos. Outra vantagem: a parte branca da pipoca é formada por um tipo de carboidrato chamado de amido resistente. Este tipo de amido é de difícil digestão, o que faz da pipoca um alimento de baixo índice glicêmico, ou seja, que eleva lentamente os níveis de glicose (açúcar) no sangue, podendo ser consumida sem maiores preocupações por pacientes diabéticos. Além disso, estudos demonstram que a pipoca concentra uma série de substâncias antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento celular e a fortalecer o sistema imunológico. Mas atenção! As versões para microondas costumam ter muito sal e gordura. Logo, a dica é preparar sua pipoca à moda antiga, na panela mesmo, com um fiozinho de óleo. Cuidado também para não abusar na quantidade, já que 100 gramas de pipoca têm quase 400 calorias!


Dr. Mateus Dornelles Severo
Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576

Quilos a mais podem estar associados a redução do volume cerebral

Dados de um estudo australiano evidenciaram que o excesso de peso pode estar associado à redução do volume cerebral em pessoas com mais de 60 anos. Após múltiplas análises, os pesquisadores puderam verificar que quanto maior o índice de massa corporal menor era a região hipocampal do cérebro. A atrofia do hipocampo é um marcador de perda cognitiva, isto é, pacientes com redução desta região podem desenvolver problemas de memória, no humor e demência.
Como o estudo avaliou apenas o tamanho do hipocampo, os próprios pesquisadores sugerem que mais pesquisas devam ser feitas para avaliar se ocorre disfunção desta área do sistema nervoso central com os quilos a mais.
Fonte: Medscape


Dr. Mateus Dornelles Severo
Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576

domingo, 16 de novembro de 2014

Medindo corretamente a circunferência abdominal

Algumas vezes o peso ou o próprio índice de massa corporal (IMC) não nos passam informações 100% confiáveis com relação aos riscos associados ao excesso de peso. Por exemplo, um rapaz que faça exercícios de musculação regularmente pode estar acima do peso pelo simples fato de possuir mais massa muscular. Nesses e em outros casos, podemos lançar mão da medida de circunferência abdominal.
A circunferência abdominal é uma medida simples, mas que agrega informações sempre que um paciente tem IMC de até 35 kg/m2. Para que esta medida seja válida, é importante que seja realizada de maneira correta. Vamos aos passos:
- a fita usada para a medida não deve ser deformável, isto é, não pode esticar.
- o paciente deve se posicionar em pé, com a coluna ereta (ver figura abaixo).
- a fita deve passar logo acima do osso do quadril e paralela ao solo (ver figura).
- a medida deve ser feita no final da expiração, isto é, após se soltar o ar dos pulmões.
Os valores considerados elevados são 102 centímetros ou mais para homens e 88 centímetros ou mais para mulheres.
Adaptado de UpToDate OnLine.


Dr. Mateus Dornelles Severo
Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576